Educadores Notre Dame refletem sobre as responsabilidades e a missão da Escola em Pastoral
26 de março de 2019 Notícias
Encontro de Agentes de Pastoral e Coordenadores Pedagógicos da Rede de Educação Notre Dame

Encontro de Agentes de Pastoral e Coordenadores Pedagógicos da Rede de Educação Notre Dame foi realizado em Passo Fundo, onde está localizada a mantenedora das instituições de ensino

“Nosso trabalho deverá ser exemplo de entreajuda, de comunhão”. Lidas à abertura do Encontro de Agentes de Pastoral e Coordenadores Pedagógicos da Rede de Educação Notre Dame, as palavras da presidente da Congregação de Nossa Senhora – mantenedora das instituições de ensino, Irmã Araci Ludwig, sintetizam a motivação pela qual os profissionais estiveram reunidos, em Passo Fundo, de terça (19) até quinta-feira (21) da última semana.

A aproximação das equipes, como justifica a supervisora de ensino da Rede, Claudia Toldo, visou à vivência de uma Escola em Pastoral, na qual a experiência dos valores cristãos perpasse todo o cotidiano escolar, com o protagonismo de todos atores envolvidos no processo de ensino. “Se queremos uma Escola em Pastoral, como um processo pedagógico desenvolvido, é preciso ter a compreensão de que o seu principal foco é a aprendizagem. Por isso, dentro das ações pedagógicas, devem ocorrer a evangelização, a espiritualidade e a construção do conhecimento, para que os diferentes saberes possam trazer perspectivas outras de vivência de um mundo melhor”, esclarece.

Humberto conduziu a reflexão acerca da evangelização, da espiritualidade e da construção do conhecimento, na escola confessional.jpgNesse sentido, o filósofo e pedagogo Humberto Contreras, palestrante convidado para o Encontro, oportunizou que os colaboradores Notre Dame refletissem sobre esses processos na escola confessional. Para tanto, citando o Papa Francisco – que definiu educar cristãmente como conduzir as crianças e os jovens pelo caminho dos valores humanos, enfatizou que a evangelização e a espiritualidade não devem ter centralidade catequética, mas, sim, desenrolar-se a partir de uma perspectiva humanista, a fim de que sejam meios para o desenvolvimento das vocações pessoais e comunitárias. Para tanto, concluiu que é preciso articular o conhecimento e as ciências com os valores propagados pelo evangelho, tendo em vista o bem comum.

Contreras, ainda, mencionou as intercessões possíveis entre as aprendizagens essenciais elencadas pela Base Nacional Comum Curricular e um currículo evangelizador e analisou, nessa dimensão, o papel do Ensino Religioso, enquanto componente curricular e área do conhecimento. Além da programação conjunta, o evento oportunizou que os agentes de Pastoral e os coordenadores vivenciassem estudos específicos sobre o seu agir pedagógico nas escolas da Rede Notre Dame.

Os primeiros, por exemplo, participaram de sensibilização acerca da Espiritualidade – conduzida pela ex-integrante do Governo Geral da Congregação das Irmãs de Notre Dame, Irmã Alcídia Guareschi – e refletiram sobre a arte como elemento motivacional à evangelização. Eles, ainda, realizaram a releitura do Projeto Pastoral Notre Dame e analisaram a sua implementação, socializando experiências e analisando a própria atuação profissional, como destaca a coordenadora da Rede de Educação, Irmã Ivanes Filippin. “Cada agente de Pastoral trabalha muito individualmente, então, esse momento oportunizou a troca de experiências e a compreensão de que o agente de Pastoral deve ser um dinamizador, deve agir para que as pessoas entrem no espírito da propagação de valores”, comenta.

Os coordenadores, por sua vez, aprofundaram sua compreensão acerca da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e debateram sobre as dez competências gerais elencadas no Documento e, também, a adoção das metodologias ativas e dos pressupostos da Cultura Maker em prol da aprendizagem. Afinal, como explica Claudia Toldo, um planejamento pedagógico fundamentado na BNCC – documento normativo que define o conjunto de aprendizagens essenciais a serem desenvolvidas ao longo da Educação Básica, abarcando atitudes, competências e habilidades – pressupõe a apropriação de diferentes meios para que a construção de saberes se efetive, tendo em vista o estudante do século XXI.

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